A região Noroeste do estado de São Paulo, especialmente a área de São José do Rio Preto, confirmou no final de fevereiro o primeiro caso de Mpox (antiga varíola dos macacos) registrado em 2026. A confirmação colocou os órgãos de vigilância epidemiológica em estado de atenção para monitorar possíveis novos registros da doença.
De acordo com informações da área da saúde, o caso confirmado ocorreu em um homem com idade entre 30 e 39 anos. Os primeiros sintomas foram identificados no dia 18 de fevereiro. O paciente recebeu acompanhamento médico e o caso foi oficialmente confirmado pelas autoridades de saúde no final do mês.
Dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde no início de março apontam que, até o momento, foram registradas 17 notificações da doença na região de Rio Preto. Desse total, um caso foi confirmado, 13 permanecem sob investigação como suspeitos e três já foram descartados após análise laboratorial.
No cenário estadual, São Paulo concentra atualmente o maior número de casos de Mpox no país em 2026. Até o início de março, o estado já contabilizava mais de 50 confirmações da doença. Especialistas apontam que o aumento pode estar relacionado à maior circulação de pessoas durante o período de Carnaval.
Apesar do registro do caso, as autoridades sanitárias destacam que a ocorrência ainda é considerada baixa e não há evidências de transmissão sustentada da doença na região. Mesmo assim, a Vigilância Epidemiológica segue acompanhando atentamente o cenário, especialmente diante do crescimento no número de notificações suspeitas.
A orientação das autoridades de saúde é para que pessoas que apresentem sintomas suspeitos procurem atendimento médico e evitem contato próximo com outras pessoas até avaliação adequada, contribuindo para o controle e prevenção da doença.
A Mpox é transmitida principalmente pelo contato físico íntimo e pele com pele. Os sintomas incluem lesões cutâneas dolorosas (pústulas), febre, mal-estar e aumento de gânglios